A FLOR QUE ÉS

«A flor que és, não a que dás, eu quero.
Porque me negas o que te não peço.
Tempo há para negares
Depois de teres dado.
Flor, sê-me flor! Se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perene
Sombra errarás absurda,
Buscando o que não deste.»

Poema XII de Odes – Livro Primeiro; en Poesia, de Ricardo Reis; Assírio & Alvim, 2000; pgs. 18-19.

Blue Cup and Roses, de Richard Schmid (2003).

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